Diabetes Mellitus

diabetesA diabetes Mellitus tipo II, caracteriza-se principal-mente por uma diminuida capacidade dos tecidos transportarem glicose em resposta ao estímulo hormonal (MASHARANI e KARAM, 2001). Alguns estudos demonstram efeitos positivos, quando há suplementação de Chlorella em modelos de ratos diabéticos. Shibata et al. (2003), utilizou um modelo de ratos diabéticos para verificar os efeitos anti-oxidantes e anti-catarata da Chlorella.

Durante 11 semanas estes animais receberam suple-mentação de micro alga na sua alimentação.

Observou-se uma redução dos níveis séricos de colesterol total, um marcador

de stresse oxidativo e hemoglobina glicada, bem como uma redução da peroxidação lipídica da retina. Nenhuma alteração foi observada, quanto à glicemia.

A partir destes resultados os autores concluíram que os efeitos antioxidantes apresentados pela suplementação com Chlorella podem ser significativos na prevenção da catarata, uma complicação microvascular da diabetes mellitus.

Cherng e Shih (2006), utilizando um modelo de ratos diabéticos submetidos à suplementação diária com Chlorella observaram um aumento na captação de glicose, medida por ensaios com 2-D-glicose, em hepatócitos e miócitos (pertencentes ao músculo esquelético soleus), bem como uma diminuição dos níveis plasmáticos de ácidos gordos não esterificados no jejum.

A partir destes resultados os autores concluíram que a suplementação de Chlorella no modelo experimental levou a um aumento da sensibilidade insulínica devido à diminuição nos níveis plasmáticos de ácidos gordos livres não esterificados.

O aumento de ácidos gordos livres não esterificados também está relacionado com o desenvolvimento de Resistencia Insulinica, principlamente em individuos com obesidade central, uma vez que, tanto os ácidos gordos quanto os produtos gerados pelo seu metabolismo estão relacionados com a inibição de proteínas pertencentes à via de sinalização da insulina antes citada e consequentemente desenvolvimento do quadro de Resistência Insulinica de diabetes mellitus tipo 2.

O aumento dos níveis plasmáticos de insulina, observados nos estádios iniciais do quadro de resistência insulinica, podem estar relacionados com a progressão, bem como, com o aparecimento de hipertensão arterial. Os mecanismos pelos quais a insulina desencadeia estes efeitos são vários, entre eles, o efeito anti-natriurético da insulina, a diminuição da actividade da Na+ – K+ – ATPase, o aumento da actividade da bomba Na+ – H+, a acumulação intracelular da Ca2+ e a estimulação de factores de crescimento, merecem destaque. (DEFRONZO e FERRANINI, 1990).

Estudos têm demonstrado o efeito da Chlorella e de extractos contendo esta microalga no tratamento da hipertensão arterial (MURAKAMI et al., 1987; INOUE et al., 1995).